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Tratamentos atuais para Alzheimer

Foco em alívio sintomático e novas terapias em desenvolvimento

Author: Guilherme Forton Viotti
Created: Nov. 11, 2025 | Edited: Jan. 15, 2026

Os tratamentos para Alzheimer atualmente disponíveis são principalmente sintomáticos, com avanços recentes em terapias modificadoras da doença ainda em avaliação.

Tratamentos aprovados e sintomáticos
Os medicamentos aprovados para Alzheimer incluem inibidores da acetilcolinesterase (donepezila, galantamina, rivastigmina) e o antagonista do receptor NMDA (memantina). Esses fármacos visam melhorar a transmissão de neurotransmissores e proporcionar alívio temporário dos sintomas cognitivos e comportamentais, mas não interrompem a progressão da doença

Aducanumabe e lecanemabe, anticorpos monoclonais, foram recentemente aprovados e atuam na remoção de placas de beta-amiloide, mas seus benefícios clínicos ainda são debatidos e monitorados


Novas abordagens e terapias em desenvolvimento
Diversas estratégias estão em estudo, incluindo:

Imunoterapia (anticorpos monoclonais contra beta-amiloide e tau)
Inibidores de secretases (enzimas envolvidas na formação de placas amiloides)
Terapias anti-tau (vacinas e anticorpos)
Terapias anti-inflamatórias e neuroprotetoras
Terapias com células-tronco e gene terapia
Nanotecnologia para melhorar a entrega de medicamentos ao cérebro

Intervenções não farmacológicas
Além dos medicamentos, intervenções como estimulação magnética transcraniana (TMS), estimulação por corrente direta (tDCS), fotobiomodulação, terapia ocupacional, musicoterapia, exercícios físicos e suporte ao cuidador são recomendadas para melhorar a qualidade de vida e retardar o declínio funcional

Principais tratamentos e abordagens em Alzheimer

Tipo de TratamentoExemplos/Descrição
SintomáticosDonepezila, galantamina, rivastigmina, memantina
Modificadores de doençaAducanumabe, lecanemabe (anticorpos anti-amiloide)
Novas terapias em estudoAnti-tau, imunoterapia, células-tronco, nanotecnologia, gene terapia
Não farmacológicosTMS, tDCS, fotobiomodulação, terapia ocupacional, musicoterapia, exercício físico

 

Limitações e perspectivas futuras
Apesar dos avanços, não há cura definitiva para Alzheimer. Os tratamentos atuais oferecem benefícios limitados e temporários. O futuro aponta para terapias combinadas, medicina personalizada e integração de abordagens farmacológicas e não farmacológicas para melhores resultados


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Oleo de coco:

Enquanto o óleo de coco mostra potencial neuroprotetor em Alzheimer, as evidências clínicas ainda são limitadas e inconclusivas.

O interesse pelo óleo de coco como tratamento para Alzheimer cresceu devido à sua composição rica em triglicerídeos de cadeia média (TCM), que podem gerar corpos cetônicos — uma fonte alternativa de energia para o cérebro. Estudos sugerem benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios, mas a eficácia clínica em humanos permanece incerta, exigindo mais pesquisas robustas.

Mecanismos de Ação Propostos

O óleo de coco é rico em TCM, metabolizados rapidamente no fígado para formar corpos cetônicos, que podem compensar a deficiência de metabolismo da glicose no cérebro de pacientes com Alzheimer.

Compostos fenólicos presentes no óleo de coco apresentam propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, potencialmente reduzindo o acúmulo de placas amiloides e estresse oxidativo.

Evidências em Estudos Pré-Clínicos e Clínicos

Estudos em animais e in vitro mostram que o óleo de coco e seus TCMs podem melhorar a memória, reduzir placas amiloides, proteger neurônios e modular a inflamação.

Ensaios clínicos em humanos são escassos e de pequena escala. Alguns relatam melhora modesta em funções cognitivas, especialmente em subgrupos como mulheres ou portadores do gene APOE.

Uma meta-análise recente indica melhora nos escores cognitivos, mas destaca a necessidade de mais estudos controlados e padronizados.


Conclusão

O óleo de coco apresenta mecanismos plausíveis e resultados promissores em modelos animais e alguns estudos clínicos pequenos, mas ainda não há evidências suficientes para recomendá-lo como tratamento para Alzheimer. Mais pesquisas clínicas de alta qualidade são necessárias para confirmar sua eficácia e segurança.